terça-feira, 7 de julho de 2020

escrever..

Devia escrever mais, bem sei.. mas a preguiça tem ganho sempre.. mas será realmente preguiça ou medo de mim mesma? Medo de enfrentar aquilo que realmente me atormenta, eu mesma..
Não sei explicar, nunca fui boa a explicar coisas, excepto a ensinar violoncelo. Isso posso afirmar que sou boa. Devia escrever para me compreender melhor, ajudar a desembaraçar este novelo de ideias, pensamentos e tudo e mais alguma coisa. Mas não, limito-me a ver as coisas a passarem, tal como um viajante a vislumbrar pela janela de um comboio o mundo lá fora. Ele vê mas nada pode fazer pois o comboio não pára quando ele quer. Ele não tem controlo. E eu sinto um pouco isso também, sinto não estar a conseguir ter o controlo que tencionava na minha vida. Sinto tudo a ir muito rápido e eu não estou a conseguir acompanhar. Depois tento esconder-me do mundo e das pessoas, mas estas perseguem-me de tão presentes que estão. E eu assusto-me e fico a querer estar sozinha. Seria mais fácil, teria que lidar apenas comigo e eu isso sei que consigo. Seria menos cansativo, haveria mais liberdade. Contudo não haveria amor. Mas que raio é o amor, é suposto sentirmos o quê? Borboletas na barriga como dizem os filmes? Mas como? Eles comem mesmo borboletas? Não entendo isso. Sinto tudo menos borboletas, sinto uma montanha russa de porcos-espinhosa sem fim à vista. Não entendo o amor. Como é que sabemos que já chegámos? Não faço ideia.. Será o amor igual para todos? 

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