segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Afundas-te na escrita como quem se afunda na bebida para esquecer ou pensar. É um vício que vem de dentro de ti, é um refúgio, é um desabafo, é expressão, é tudo num conjunto de palavras misturadas.
Escreves sobre o que queres, crias as personagens que queres, as histórias, os sentimentos, as vidas. No fundo inventas e crias o que queres. Há inúmeras possibilidades e a possibilidade de fazer tudo como queres. Não há limites, há liberdade total. Ouves o constante tic – tac do relógio que vai marcando o tempo enquanto pensas que o tempo está a passar demasiado rápido. Bebes um chá quente enquanto pensas no frio que está lá fora. Escreves algo acompanhada de uma música de fundo que se vai repetindo constantemente. A música provoca em ti uma sensação que te faz pensar e ter vontade de escrever embora te distraias facilmente do processo de escrita e comeces a divagar perdida em pensamentos. Pensas e não escreves tudo, ainda sentes alguma dificuldade em transmitir o que pensas e ficas ligeiramente frustrada por não conseguires o objectivo pretendido, por não conseguires escrever tudo aquilo que querias.
Envolves-te na ilusão da escrita. Crias um mundo perfeito e quando sais desse teu pequeno mundo tens dificuldade em encaixares-te.

        No fundo o teu problema talvez seja pensar demasiado e devias era viver demasiado. No fundo o teu problema é gostar demasiado de pensar e observar. Problema?