segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O comboio, o tempo e as pessoas..

Foto tirada pelo Filipe Roriz -> Flickr 


           O comboio é um meio de transporte fantástico. É capaz de transportar mercadorias, pessoas, animais, bicicletas, instrumentos musicais, pranchas, entre outras inúmeras coisas. O comboio é feito pelas pessoas, transborda imensas histórias passadas ou vividas no momento em que está em andamento e a preparar as próximas histórias. Histórias feitas pelas pessoas e pelo tempo. Sim, é preciso tempo para concretizar as histórias que não se fazem só com pessoas. Há tempo para tudo e todos. Haver tempo é inevitável por mais que não queiramos pensar nele está sempre presente, ora escondido ora evidente. Afinal é ele que nos comanda, somos controlados por ele mesmo inconscientemente. Há calendários que mostram os anos, os meses e os dias e há relógios que mostram as horas, os minutos e os segundos. Estamos sempre "a correr". Ora estamos atrasados ora adiantados. Temos horários, obedecemos aos horários.
Vivemos conforme o tempo embora que o tempo seja sempre algo muito relativo mas, no entanto, bastante preciso. Cinco minutos podem passar mais devagar ou mais depressa consoante a circunstância e não deixam de ser cinco minutos. Mas o tempo permanece, sempre presente.    
E as pessoas? Ah, as pessoas… São fantásticas para observar tal como as ditas pessoas observam os pequenos animais em cativeiro. As pessoas estão em constante evolução, nada permanece na mesma assim como não há pessoas iguais. Cada uma tem as suas características.
          Na fotografia está um comboio a chegar. Comboio esse que vai deixar passageiros e outros novos vão entrar. Há histórias que terminam e outras que estão para começar. Há imensas e podemos imaginar as que quisermos. Há o rapaz que vai calmamente a ler um livro e que tenta passar despercebido; há a rapariga que está com o seu mp3 e olha calmamente pela janela com um olhar sonhador; há o senhor idoso que tenta comunicar com outro senhor aparentemente da mesma faixa etária; há o grupo de rapazes que observa e comenta as raparigas bonitas do comboio; há o grupo de raparigas que falam alto e querem ser notadas; há o rapaz que vai a tocar guitarra; há a rapariga que fica a olhar para o rapaz admirada; há pessoas que se conhecem no comboio, pessoas que se zangam; há o senhor que bebeu demais ao almoço e que está alegre e que fala com as pessoas; há as pessoas que aparentemente não gostam do senhor por ele estar alterado; há as pessoas mesquinhas que dizem mal; há a rapariga que fala com ele porque acha piada à situação e repara que ele é inofensivo. Há também o revisor, esse grande senhor que é o testemunho de todas estas histórias, que observa tudo, que memoriza as pessoas e que diz sempre bom dia e por vezes boa viagem.
        Há também as pessoas que esperam ansiosamente pelo comboio; há as pessoas que chegam demasiado cedo para o comboio e se sentam calmamente no chão; há as que chegam em cima da hora e que encontram alguém conhecido e aproveitam para colocar a conversa em dia; há as mais distraídas que se esquecem de validar o bilhete; há as que falam ao telemóvel com a voz muito elevada e que todos olham.
     São estas pessoas e muitas outras que fazem as histórias vividas no comboio, que fazem com que o comboio seja um livro grande que pode ou não ser descoberto. São estas pessoas que se cruzam com outras sem reparar nesse pormenor. São também elas que podem fazer diferença noutras pessoas sem ter essa noção.

    São histórias misturadas e vividas pelas pessoas, transportadas pelo comboio a inúmeros destinos diferentes. Tudo é diferente mas no entanto algo permanece em comum: o tempo. 




domingo, 23 de outubro de 2011

:)

Hoje voltei a lembrar-me de ti. Vesti uma camisola que tinha vestida da primeira vez que estive sozinha contigo. Já não me lembrava que a tinha. O tempo arrefeceu e fui procurar uma camisola mais quente à gaveta da roupa e lá estava ela. Meia escondida meia à mostra. Revi automaticamente aquele bocadinho do dia em que estive contigo. Não sei porquê mas fixei a roupa que tinha vestida nesse dia. Lembro-me mesmo bem. É curioso, porque passaram 6 anos desde esse dia e ainda me lembro...

Vou deixar de escrever aqui sobre ti, não vale a pena. Vou tentar que este blog volte a ser semelhante ao que era no início. Só volto a escrever sobre ti se algo de importante se passar mas duvido. Nem sei bem porque comecei a escrever sobre ti, não lês o meu blog. Tenho quase a certeza que não, 98 % de certeza mas, caso leias, podes sempre dizer qualquer coisa, mas isso não vai acontecer. Portanto encerro hoje os posts sobre ti, é o melhor.. Até qualquer dia.. :)






segunda-feira, 17 de outubro de 2011

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Hoje tive novamente Sociologia da Cultura.
A vontade de falar contigo nesta aula anda a passar. O que é bom e mau.






sexta-feira, 14 de outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

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A sério. Quando faço algo mais impulsivo e arriscado não obtenho resultados. Revolta-me um bocadinho mas pronto. Também ainda tenho muito que aprender que já devia ter aprendido mas acabo sempre por fazer o mesmo erro. É quase inevitável.

Daqui a um mês faço anos.
A sério. Não consigo perceber certas pessoas. Não gosto de não as perceber. Gosto de ter o controlo da situação, de quase prever as reacções delas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Agora..

Participo num blog onde cada dia é preenchido por uma música diferente escolhida por pessoas diferentes mas com algo em comum: o gosto enorme pela música.
http://cantartodososdias.blogspot.com/




"nós somos a gabe, a annie, a inês, a ana e a mariana, e gostamos de cantar todos os dias. somos pequeninas e gostamos mais de música do que de comida. gostamos de vozes bonitas e de sons que nos conseguem tocar no coração. gostamos de músicas que dizem aquilo que nós não somos capazes, de músicas que nos fazem encontrar o que perdemos. hoje, ontem ou há muito tempo. mas quando a música vem, volta a ser sempre hoje. gostamos de melodias e gostamos de letras bonitas."

terça-feira, 4 de outubro de 2011


...



As aulas de Sociologia da Cultura fazem com que tenha vontade de falar contigo. Só é pena não estares à minha beira para tal acontecer. Como é habitual as coisas ficam por dizer.

Não, não estou apaixonada, não sinto as clássicas "borboletas" na barriga mas também não estou totalmente indiferente.

É ir andando..

Amanhã vai estar calor, é dia de voltar a vestir calções. Ah, como que gosto imenso de andar de calções, saias e vestidos. Mas é que gosto mesmo! Também, com umas pernas bonitas como as minhas é difícil não gostar! Yap, não demonstro mas tenho bastante auto-estima ! Mas não demonstro (ok, excepto agora).

Amanhã é dia de enviar postais, gosto imenso. Espero é que quando for aos correios esteja lá o senhor simpático que me vende selos bonitos e não aqueles selos de máquina como as senhoras que me atendem vendem.

Este post está tão ridículo mas paciência !