terça-feira, 30 de abril de 2013

- Oh professora, quero colo!

- Oh professora não consigo descascar a laranja!

- Olá professora de música!

- Oh professora o ... bateu-me!

- Oh professora, não quero fazer isso!

(...)

Gosto tanto de dar as aulas. Mesmo quando saio de lá cansada e até mesmo quando eles fazem imenso barulho.
(...) Olha lá, que confusão é essa? Não sabes? Mas devias saber, tens que ter controlo sobre as coisas. Anda lá, não sejas preguiçosa, mexe-te, desperta, acorda, reage. Estou a falar a sério, não ponhas essa cara de admirada que comigo não resulta. Tu consegues, eu sei que sim. Só precisas de ter confiança em ti, coisa que ainda te falta mas vá lá, podia ser pior. Arrisca, chora, reclama, mas tenta, faz alguma coisa. (...)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Cá em casa ainda vivemos no século XIX embora já estejamos no século XXI. Ouço cada coisa, e sinceramente já nem quero saber e já nem respondo, não vale a pena. Quando tiver/quiser fazer alguma coisa é fazer e pronto.
E então é isto. Nunca estamos verdadeiramente feliz durante muito tempo seguido, há sempre algo a estragar tudo.
No entanto há vários fragmentos de acontecimentos, pequenos minutos, pequenos acontecimentos que sim, aí uma pessoa sente e pensa: este é daqueles momentos em que apesar de tudo sou mesmo feliz. Mas é apenas por breves instantes, passado um bocadinho a realidade volta e começamos a reclamar. Pensamos demasiado talvez seja esse o problema.
As pessoas não devem ter noção que ao dizerem certas coisas, a pessoa para quem elas estão a falar fica triste, embora tente não o demonstrar. Não têm consciência disso, só pode ser essa a explicação para ouvir tanta coisa que não queria ouvir.

E o mais frustrante é que não vale a pena responder, por isso pronto, comecei a ouvir e a não ligar. Não vale a pena.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

"Esticar a corda"

Agora começo a perceber melhor essa expressão: "esticar a corda". Desde a semana passada que a tenho ouvido regularmente devido aos meus alunos andarem a fazer isso comigo. Mas hoje entendi-os.
Há um certo gozo e curiosidade em saber até que ponto podemos ir, onde é o limite.
Hoje voltei a discutir com o meu pai, e sinceramente até me deu gozo a discussão, para ver até onde ia. Ele não cedia, eu também não. Ele lá teve que ceder. Das coisas que ele disse e que achei engraçado mas no fundo sem graça nenhuma: podes sair de casa mas olha que não sei se entras. Ao que eu respondo: paciência  fico a dormir num lado qualquer. Isto após ele ter dito que eu estava proibida de sair de casa ao qual eu respondo muito rápido: saio sim, é só abrir a porta.

Ah, esta minha adolescência tardia até a mim me espanta...
Aquele awkward moment when podes frequentar a sala dos professores porque agora fazes parte naquele núcleo. Aquele momento estranho em que parece mesmo estranho porque no fundo não te sentes ainda como um professor. Aquele momento ainda mais estranho quando começam a falar para ti sobre os alunos e as aulas e tu ficas ainda sem saber o que dizer ao certo porque ainda confundes as turmas e os alunos. Aquele momento estranho em que falam todos em ir à Feira de Março e te convidam. Aquele momento estranho em que falam normalmente de namorados e maridos (são só raparigas, só há três rapazes) e tu ficas ali parada a olhar e a rir-te sem saber bem o que dizer.

Aquele momento ainda mais estranho em que sem contar a coordenadora vai assistir a uma das tuas aulas e tu não ficas nervosa. Dás a aula normalmente e sem pensar que ela está ali a assistir e a fazer o relatório para depois entregar. O facto de não ter ficado nervosa e atrapalhada é estranho.

E tem sido assim..

Daquelas piadas que só o meu pai sabe dizer cá em casa..

 - 1500 mensagens (sms) por semana? Só um tolo! Ainda se fosse por mês! - diz a minha mãe admirada.

- Então, é possível! O texto está gravado e é sempre o mesmo: gosto de ti. A pessoa é sempre a mesma, é só carregar na tecla enviar essas vezes todas, não custa nada! - diz o meu pai enquanto olha para mim.



domingo, 21 de abril de 2013

Aquele momento..

Em que me apercebo que tenho demasiadas coisas cor de rosa (é a minha cor preferida): computador cor de rosa, rato cor de rosa, auscultadores cor de rosa, capa do telemóvel cor de rosa, lápis cor de rosa, caderno cor de rosa, carteira cor de rosa.. E é melhor ficar por aqui..

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sobrevivi..

À primeira semana a dar aulas, cansada e quase rouca mas o balanço até que é positivo. Que venham as próximas semanas!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Portanto..

Há uns anos atrás, em conversa com o meu querido tio acerca das idades:

Eu - Acho que um bom ano vai ser quando tiver 22 anos.

E vá, hoje, com 22 anos posso dizer que este tem sido um bom ano. Tenho um namorado fantástico e consegui ficar a dar aulas nas aecs aqui da zona..
Portanto, 22 é um número bonito.. :)


quarta-feira, 3 de abril de 2013

É tanta coisa..


Sente-se tanta coisa que as palavras não chegam.. Não se explica, sente-se simplesmente =)
São dias e noites que têm sido qualquer coisa de fantásticos! =D
E já lá vão dois mesinhos com o B. ! =)