domingo, 1 de fevereiro de 2015
Eram coisas.
Hoje deitei-me na relva, de barriga virada para o céu. E que bem que me soube. A relva estava molhada, mas era dia de colocar a roupa para lavar por isso não fez diferença. Foi pouco tempo mas soube mesmo bem. A última vez que estive deitada na relva foi há uns meses, naquela cidade que ainda tenho receio de regressar. São muitas as memórias. Mas isso agora não interessa. O que passou passou. Como estava a dizer, deitar na relva é fantástico. Momentaneamente consigo abstrair-me do mundo e ficar apenas comigo. Com o sol a bater na cara, a ouvir os passarinhos a chilrear, um ou outro cão a ladrar ao longe e, volta e meia, um carro a passar. Sabe bem mas sabe a pouco. Entretanto ouço a mãe a chamar e a dizer que a relva está molhada e que faz mal. Por momentos atrevo-me a não lhe responder mas rapidamente ela volta a chamar-me. Tenho mesmo que me levantar e ir para dentro. Começa a estar fresco e o céu está a começar a escurecer, é capaz de voltar a chover.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
Percebo-te... são momentos só nossos e cada momento desses é único, as sensações que nós transmitem são únicas, é assim que me sinto nesses "momentos".
Enviar um comentário