- A sério, não te percebo. Se fosse outro já o tinhas despachado e mandado para um certo sitio. Porque não fazes o mesmo com este?
- Não consigo. Quer dizer, mentalmente já o mandei para uns quantos sítios. Mas sem ser isso não consigo.
- Porquê? Foi pouco tempo, sabias perfeitamente que dele não podias contar com nada, não podias criar expectativas. Sabias perfeitamente isso. Aliás, lembro-me que na altura me disseste que o que aconteceu aconteceu e que não querias saber do que vinha depois, que tinha sido uma cena momentânea.
- Pois disse disse...
- Então que se passou?
- O que se passou é que eu mal o conheci soube que ele era diferente. E tu sabes que o diferente me atrai. Como te explicar isto não sei, foi o meu sexto sentido. Sei lá. No momento em que decidi falar com ele algo fez se modificou. Não sei explicar.
- Txi, isso foi uma cena mesmo típica dos filmes!
- Podes crer que foi.
- Então mas diz lá, porque não consegues deixa-lo para trás?
- Não sei explicar. Éle é diferente e demasiado parecido comigo em certas coisas. Gosto disso.
- Hmm.. Mas porquê?
- Olha, não sei. Gosto e pronto.
- Como gostavas do ...?
- Não, nada semelhante. Gosto dele como nunca gostei de ninguém. Os "gostares" são todos diferentes. O mal foi eu ter permitido que ele entrasse na minha vida e me desorganizasse as ideias todas.
1 comentário:
Cá está o "falar é fácil"... Para quem vê de fora diz que os devíamos deixar ir, mas é tão difícil deixar de sentir...
Enviar um comentário