- Então? Pensava que era isso, andas sempre a reclamar que ele não fala para ti.
- Pois, mas hoje estive a reflectir um bocadinho e o que me chateia foi eu ter deixado que ele entrasse daquela maneira da minha vida. Não pensei na distância de segurança, não pensei. Simplesmente isso, deixei-me levar demasiado rápido. Como dizia uma pessoa há uns anos aqui num comentário:
E eu desta vez amolguei, sem saber se era certa ou errada. E o que mais me chateia foi não ter parado e não ter cuidado.
- Pois, acontece, agora tens é que fazer por esquecer e seguir em frente.
- E achas que não tento? Mas algo assim não se esquece. Não te lembras do Panda? O tempo que demorou? E mesmo o Panda ainda hoje não está esquecido.
- Mas tens que tentar mais..
- Já tentei, a sério que sim. Tentei da maneira mais vulgar possível, mas comigo isso não funciona. Sentir outro corpo que não o dele contra o meu só me fez/faz lembrar o dele e do que aconteceu. Tem que ser com o passar do tempo e a concentrar-me nas minhas coisas.
- Mas estás arrependida do que aconteceu?
- Achas? Mesmo sem ele saber fez o que só o Panda até ao momento conseguiu. E coisas dessas, mesmo não indo a lado, são boas.
- Então.. Mas afinal estás chateada por não teres colocado a tal "distância de segurança" mas também não te arrependes de não a teres colocado.
- É, é isso. Eu nestas coisas sou estranha. Restam as memórias..

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