segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
No fundo o teu problema é ter medo de arriscar. Tens medo das consequências, Tens medo de agir, de sair fora de ti. Se não tens as coisas controladas ficas preocupada. Tens demasiado medo e na vida não se pode ser medo, ou não se devia ter. Vida há só uma (pelo menos que tenhamos conhecimento até agora). E depois? Depois há aqueles momentos em que te arrependes de não teres feito nada, de não teres arriscado, de não teres passado o risco, sentes-te frustrada. De seguida pensas que já passou e não podes fazer nada em relação a isso, voltas ao teu normal, ao estado de indiferença perante certas coisas, voltas a ter medo de arriscar. Depois? Depois voltas a arrepender-te de não teres feito nada e ficas presa neste ciclo vicioso.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Lisboa.
Lisboa.
Lisboa é vida. É uma vida vivida por várias vidas. É um movimento constante dentro de vários movimentos.
Lisboa.
Lisboa são pessoas, sentimentos, emoções,acções, confusões, (inter-) relações. Lisboa é Lisboa. Tal e qual envolta em constante mistério e profundo desalento.
Lisboa.
Lisboa são ruas de pessoas e pessoas de rua. Lisboa é a Calçada do Marquês de Abrantes, a Calçada da Pampulha e a Rua das Janelas Verdes (...).
Lisboa
Lisboa são jardins (e pessoas!) com flores com arvores de cor e um rio em ardor.
Lisboa
Lisboa é o tudo e é o nada. O nada que se faz tudo e o tudo que se faz nada. Lisboa é uma mudança constante.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
- Sabe, eu não gostava de voltar a ser jovem! – Disse com uma expressão séria.
- Não? Porquê? – Perguntou ela inocentemente.
- Porque os jovens têm que trabalhar e não têm cultura. Eu já estou reformado, não preciso trabalhar e tenho cultura. Além disso faço o que quero! - Afirmou com um sorriso (...)
quinta-feira, 1 de julho de 2010
- Egoísta somos todos em todas as acções que praticamos. -respondeu ela serenamente
- Isso não é verdade!
- Acredita que é. Estás sempre a pensar em ti. A isso chama-se egoísmo ou egocentrismo.
- Não é assim. Por exemplo quando fazemos alguma coisa por alguém, um favor ou assim não somos egocêntricos, estamos a pensar naquela pessoa. - retorquiu ele com ar um pouco carrancudo
- Não é bem assim. Numa situação dessas é certo que pensas na outra pessoa mas no fundo estás a pensar em ti. Estás a pensar que deves fazer esse favor, no fundo sentes-te bem ao fazer esse favor. Ou porque a pessoa merece ou porque vais receber algo em troca. Há uma sensação em ti que faz com te apercebas que fazes bem em fazer aquilo pois pode sempre ser bom para ti. Entendes? Não é fácil explicar, é preciso analisar diversas situações e tentar compreendê-las do ponto de vista do eu.
- Ainda não percebi muito bem mas hei-de perceber. Então mas imagina que uma pessoa é obrigada a fazer alguma coisa, ai é diferente.
- Não é diferente, é praticamente a mesma coisa. Tens que fazer aquilo para o teu bem embora sejas obrigado. Se não fizeres poderá haver consequências. Por isso fazes porque não queres ter consequências más.
- Mas então se eu desobedecer já não penso em mim pois vou ter consequências...
- Errado. Mesmo ao ter as consequências pensas em ti porque naquele momento em que decidiste desobedecer soube-te bem interiormente. Estás sempre a pensar no teu bem-estar e nas sensações boas.
- Hmm.. - murmurou muito pensativo
- Pronto, agora já tens muito em que pensar! - disse ela.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
- No outro dia tive um concerto e só estavam cinco pessoas a assistir, e eram familiares de um colega meu! – disse ele
- E então?
- Tinha mais piada tocar para mais pessoas. – disse ele
- A mim não me afecta a quantidade de pessoas que assistem aos meus concertos, tanto podem estar muitas pessoas como poucas ou apenas uma mosca a voar. Eu toco porque gosto, não me interessa a quantidade de pessoas que me está a escutar naquele momento.
- A sério? – admirou-se
- Yap, acho que um músico não deve tocar mediante a quantidade de pessoas que o ouve mas sim porque gosta e faz bem tocar!
- Mesmo assim... – disse ele não muito convencido.
(...)
-“ Às vezes é difícil ouvir a verdade dos outros, apesar de ser bom os outros terem frontalidade connosco”. – disse ela
- E a verdade o que é?
verdade
s. f.
1. Conformidade da ideia com o objecto!, do dito com o feito, do discurso com a realidade.
2. Qualidade do que é verdadeiro; realidade; exactidão!; coisa certa e verdadeira.
3. Por ext. Sinceridade, boa-fé.
4. Princípio certo; axioma.
5. Bel.-art. Expressão fiel da natureza.
(In http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=verdade)
- Será?
(…)
quinta-feira, 11 de março de 2010
...
- Realmente está embora que pudesse estar mais quente. – disse ligeiramente distraído
-Mais quente? Não está frio, não está demasiado calor, está uma boa temperatura.- retorquiu ela.
-Podia estar melhor...
-As pessoas nunca estão satisfeitas, nunca nada está bem para elas! – exclama ela levemente resignada.
-Não exageres!
- É verdade, se reparares bem é raríssimo uma pessoa estar plenamente satisfeita, tem que haver sempre algo com que reclamar.
- Estás novamente a exagerar, se as pessoas reclamam é porque têm motivos.
-Podem ter mas exageram bastante. Ainda ontem uma colega minha queixou-se da quantidade de textos que temos para resumir e traduzir. Eu não reclamo, a nossa vida é de estudante. Tudo bem que temos que dar mais importância ao instrumento mas não toda. Temos que ter cultura geral, não podemos ficar numa bolha. E até posso ter textos para resumir e traduzir que não me sinto triste nem nada parecido. Estou feliz, calma. Embora tenha motivos para não estar bem mas ando, tento não pensar neles, não reclamo, não falo sobre eles.
- Pois mas as pessoas falam porque sentem necessidade de comunicar, nem toda a gente é calada como tu e guarda tudo para si. Há aquelas que gostam de partilhar com os outros.
-Eu não guardo tudo para mim, consigo falar e partilhar as minhas coisas com as pessoas, não são é todas, e é raro encontrar uma pessoa com quem consiga falar abertamente.
-Lá está, como não confias ou não te sentes à vontade guardas para ti, qualquer dia explodes.
-Isso não acontece, já estou habituada.
-Nunca digas e nunca, depois quando isso acontecer não vais ter ninguém para te ajudar.
-Mas vou, tenho a minha mãe, a minha irmã e toda a minha familia.
-Família? E amigos?
-Família sim, são as pessoas que estarão sempre comigo e do meu lado independentemente do que eu faça eles permanecerão lá. Amigos não tenho, tenho conhecidos. As minhas melhores amigas sou eu própria, a minha mãe e a minha irmã. Embora não fale sobre o que sinto com elas sei que poderei sempre contar com a ajuda delas.
-É estranho não teres amigos.
-Não é nada.
-É é...
-Deixa lá, já estou habituada e não me queixo e sinto-me feliz como estou, e às vezes mais vale só do que mal acompanhada.
-Lá isso é verdade!
- E agora tenho que ir que tenho que ir comprar petazetas para a minha irmã!
-Vai lá, até logo!
-Até logo!
domingo, 3 de janeiro de 2010
...
2010. Novo ano. Ano novida, vida nova.
Por agora acho que vai continuar na mesma, o ano em que mudou foi 2009 ondei entrei na universidade e comecei a morar sozinha, longe da família.
2009 foi o ano em que até agora (e que me recorde) tive bastantes emoções e todas elas diferentes. Andei perdida, confusa mas finalmente chegou a fase em que voltei a encontrar-me.
2010 será mais estável em principio.
Amanhã, dia 4, recomeçam as aulas e sinceramente estou com vontade de voltar para a minha casa e voltar a morar sozinha, sinto-me bem sozinha. Por outro lado sinto saudades de casa, principalmente da minha irmã.
Faz tudo parte da vida. Uma das coisas que tenho mais medo é de desiludir os meus pais e o que por vezes me irrita é a minha consciência, por pensar demasiado neles deixo de fazer coisas que podia fazer se não pensasse tanto mas que essas coisas seria desaprovadas por ele mas, estando eu a morar sozinha poderia perfeitamente faze-las sem eles saberem. Mas não consigo e depois sinto-me um pouco excluida mas tenho o conforto de que não "fiz asneiras". Mas é sempre um pouco de revolta, não estou a viver completamente e já estou a ficar "grande".
Sentimentos e confusões misturados :s
*
