domingo, 3 de janeiro de 2010

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2010. Novo ano. Ano novida, vida nova.
Por agora acho que vai continuar na mesma, o ano em que mudou foi 2009 ondei entrei na universidade e comecei a morar sozinha, longe da família.
2009 foi o ano em que até agora (e que me recorde) tive bastantes emoções e todas elas diferentes. Andei perdida, confusa mas finalmente chegou a fase em que voltei a encontrar-me.
2010 será mais estável em principio.
Amanhã, dia 4, recomeçam as aulas e sinceramente estou com vontade de voltar para a minha casa e voltar a morar sozinha, sinto-me bem sozinha. Por outro lado sinto saudades de casa, principalmente da minha irmã.
Faz tudo parte da vida. Uma das coisas que tenho mais medo é de desiludir os meus pais e o que por vezes me irrita é a minha consciência, por pensar demasiado neles deixo de fazer coisas que podia fazer se não pensasse tanto mas que essas coisas seria desaprovadas por ele mas, estando eu a morar sozinha poderia perfeitamente faze-las sem eles saberem. Mas não consigo e depois sinto-me um pouco excluida mas tenho o conforto de que não "fiz asneiras". Mas é sempre um pouco de revolta, não estou a viver completamente e já estou a ficar "grande".
Sentimentos e confusões misturados :s

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mudanças...

- Sabes... Estão sempre a acontecer mudanças, não existe nada completamente igual em todos os momentos, até um quadro que esteja sempre parado ganha pó e fica diferente. - disse ela tem tom pensativo e distraido.
- Ele com ar admirado responde: E lembras-te disso agora assim de repente porquê?
- Porque hoje, quando sai do meu apartamento no quarto andar olho ao longo das escadas que tenho de descer e subir todos os dias e deparo-me com elas cheias de coisas; mantas, almofadas, bancos... Desci as escadas e, já cá em baixo na entrada encontro uma vizinha e pergunto o que se passa.
- E então? - disse ele com a curiosidade à vista.
- Ela disse-me que as vizinhas do 3º andar como estavam sempre a discutir uma delas vai-se mudar para outro sitio.
- Ele: Pois, se não se davam bem é melhor assim.
- Ela: Eu sei mas o que mais me surpreende é que elas têm já uns 70 ou 80 anos e são irmãs. Sei lá, fiquei um pouco chocada.
- Ele: Não te preocupes, vais ver que assim foi melhor para elas.
- Ela: É, talvez mas vou sentir falta de ouvir o barulho das discussões delas, o próprio barulho que elas faziam e eu ouvia no meu quarto tornou-se um hábito e quase uma companhia. Não por as gostar de ouvir a discutir não gosto de ouvir discussões mas sim o próprio barulho. Agora vai tornar-se tudo mais silencioso.
Ele- Tu habituas-te.
Ela- É, eu sei. O mal das pessoas é habituarem-se facilmente às coisas ou pessoas e depois quando as deixam de ter fica um grande vazio.
Ele- Vá, não penses mais nisso. Vamos comer um gelado.

(...)