terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Post totalmente inútil e desnecessário!

Apenas para mostrar a minha admiração quando entrei no blog:

Wtf? 2 seguidores num só dia? 8 visitas hoje? Wow, isto está a evoluir e eu nem tenho escrito grande coisa, esta imagem dos porquinhos com asas tem sucesso ! o.o

Como referi no titulo, este post é inútil e desnecessário mas sempre fica aqui registado a minha admiração e  o dia mais movimentado do blog até agora neste pequeno grande mundo dos blogs.

Para quem gostar de música clássica recomendo esta música!


domingo, 23 de janeiro de 2011

Ora bem..
E é quando menos se espera que as coisas acontecem e aparecem, mais uma vez constato e confirmo isso.
O pior é quando não agarramos isso e, pior ainda, é quando não agarramos porque fomos inocentes de mais...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Eu podia...

Ser uma pessoa comum.
Há quem diga que eu não sou normal. Eu podia ser um bocadinho mais normal mas não seria eu própria e eu gosto de mim assim como sou e, além disso, As Pessoas Normais Não Têm Nada de Especial, como irei visualizar amanhã.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Afundas-te na escrita como quem se afunda na bebida para esquecer ou pensar. É um vício que vem de dentro de ti, é um refúgio, é um desabafo, é expressão, é tudo num conjunto de palavras misturadas.
Escreves sobre o que queres, crias as personagens que queres, as histórias, os sentimentos, as vidas. No fundo inventas e crias o que queres. Há inúmeras possibilidades e a possibilidade de fazer tudo como queres. Não há limites, há liberdade total. Ouves o constante tic – tac do relógio que vai marcando o tempo enquanto pensas que o tempo está a passar demasiado rápido. Bebes um chá quente enquanto pensas no frio que está lá fora. Escreves algo acompanhada de uma música de fundo que se vai repetindo constantemente. A música provoca em ti uma sensação que te faz pensar e ter vontade de escrever embora te distraias facilmente do processo de escrita e comeces a divagar perdida em pensamentos. Pensas e não escreves tudo, ainda sentes alguma dificuldade em transmitir o que pensas e ficas ligeiramente frustrada por não conseguires o objectivo pretendido, por não conseguires escrever tudo aquilo que querias.
Envolves-te na ilusão da escrita. Crias um mundo perfeito e quando sais desse teu pequeno mundo tens dificuldade em encaixares-te.

        No fundo o teu problema talvez seja pensar demasiado e devias era viver demasiado. No fundo o teu problema é gostar demasiado de pensar e observar. Problema?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

No fundo o teu problema é ter medo de arriscar. Tens medo das consequências, Tens medo de agir, de sair fora de ti. Se não tens as coisas controladas ficas preocupada. Tens demasiado medo e na vida não se pode ser medo, ou não se devia ter. Vida há só uma (pelo menos que tenhamos conhecimento até agora). E depois? Depois há aqueles momentos em que te arrependes de não teres feito nada, de não teres arriscado, de não teres passado o risco, sentes-te frustrada. De seguida pensas que já passou e não podes fazer nada em relação a isso, voltas ao teu normal, ao estado de indiferença perante certas coisas, voltas a ter medo de arriscar. Depois? Depois voltas a arrepender-te de não teres feito nada e ficas presa neste ciclo vicioso.

(e ainda há aqueles momentos em que tens falta de confiança, e esses sim é que são os piores.)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Lisboa.

Lisboa.

Lisboa é vida. É uma vida vivida por várias vidas. É um movimento constante dentro de vários movimentos.

Lisboa.

Lisboa são pessoas, sentimentos, emoções,acções, confusões, (inter-) relações. Lisboa é Lisboa. Tal e qual envolta em constante mistério e profundo desalento.

Lisboa.

Lisboa são ruas de pessoas e pessoas de rua. Lisboa é a Calçada do Marquês de Abrantes, a Calçada da Pampulha e a Rua das Janelas Verdes (...).

Lisboa

Lisboa são jardins (e pessoas!) com flores com arvores de cor e um rio em ardor.

Lisboa

Lisboa é o tudo e é o nada. O nada que se faz tudo e o tudo que se faz nada. Lisboa é uma mudança constante.


Lisboa

Lisboa é vida. A vida vivida e transformada pelas pessoas.

3 e 4 de Novembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

- Ontem fui ver um concerto! - disse ela animada.
- A sério? Foste com quem?
- Fui sozinha claro, não me importo e até gosto.
- O quê? Como é que não gostas de ter companhia?
- Eu não disse que não gostava. Apenas disse que não me importava e gostava. Sozinha praticamente não preciso falar com ninguém o que dá para observar as pessoas a minha volta a vontade sem distracções enquanto, se fosse com companhia obrigatoriamente haveria diálogo o que me iria distrair de algo que gosto de fazer! - afirmou ela.
- Tu és estranha. Eu prefiro ir a concertos com companhia. É muito mais animado. - disse ele pouco convencido.
- Gostos não se discutem! - disse ela sem entusiasmo.
- Mas afinal porque gostas tanto tu de observar as pessoas?
- Olha, porque é que as pessoas gostam tanto de observar os animais? - respondeu ela ligeiramente irritada embora não soubesse exactamente porque tinha sentido uma pontinha de irritação com aquela pergunta.
- ... - ele olha-a com ar de quem não esta a perceber nada.
- Pronto, eu explico. As pessoas observam os animais para saberem mais acerca deles, para os conhecerem. Eu faço isso mas com as pessoas.
- Mas não falas com elas, nunca as conheces. - duvidou ele.
- Ora, as pessoas que observam os animais também não falam com eles, excepto algumas claro.
-...
- Eu não preciso de falar com as pessoas para as conhecer, alias a maior parte delas eu nem as quero conhecer a sério. Imagino como serão, tem piada imaginar e nunca saber a realidade. As pessoas fazem-me lembrar um rebanho de ovelhas, sem querer ofender as ovelhas.
- Tu não és normal! - exclamou ele.
- Eu sei que não sou normal, nem quero ser. Mas eu passo a explicar. A maioria das pessoas lembra-me um rebanho porque seguem todas alguma coisa e sempre da mesma maneira. O que faz com que sejam quase todas iguais, sem originalidade. E cada vez constato mais isso. Fui ver esse concerto ao Theatro Circo e pelo que sabes é um sítio elegante e com requinte. Eu era a única pessoa sozinha no meio de várias que tinham companhia, ora dos amigos ora dos familiares e por vezes encontravam-se com alguns conhecidos. A partir daqui poderei eventualmente concluir que a ida ao teatro serve como factor social. Para sair com a família, rever conhecidos e até mesmo ser apenas visto. O ser humano tem a mania de ser extremamente sociável. Outra coisa que observei foi a forma com as pessoas estavam vestidas. Todas bem vestidas com a roupa de ir a missa e afins. Eu era das únicas pessoas menos bem vestidas. O que me leva a notar que as pessoas vestem-se bem não para elas próprias mas muitos vezes apenas para serem observadas por outros. A ida ao teatro é uma óptima oportunidade para estrear os sapatos comprados que nem se gosta muito mas que estão moda, ou para usar a camisola que a avó deu porque a avó vai lá estar. Resumindo: as pessoas vivem numa constante ilusão. O exterior é como uma mascara a proteger. São raras aquelas que se vestem ou que agem como são realmente. E quem o faz realmente por vezes é olhado com desdém. As pessoas são fascinantes de observar.
- Credo.. Pensas em tanta coisa!- disse ele com admiração.
- E posso dar mais exemplos. Vou dar outro que acho bastante piada. Como sabes durante as férias ajudei a minha mãe no café. Isso fez com que assistisse a alguns hábitos das pessoas. Dado que é um café o mais usual é as pessoas irem beber café. Mas foi raríssimo alguém ir beber café. O que bebiam era açúcar com café. O que me leva a pensar que elas apenas bebem isso porque parece bem beber, faz as pessoas parecerem importantes e notáveis. Ou seja não apreciam o verdadeiro sabor do café. Bebem porque da boa impressão. E não digas que é porque da energia, isso é praticamente psicológico. O meu avô bebe café e a seguir dorme! Elas bebem porque parece bem. O que é estúpido. Lá está novamente o rebanho. Uma ideia que se fomentou e a maior parte para não ficar fora do rebanho cumpre. Uma pessoa quando diz que gosta de café bebe-o sem açúcar. Eu gosto de café e bebo sem açúcar. Isso sim é o verdadeiro café. Ainda hoje comprei um café daqueles americanos que vêm naqueles copos que dá para ir a beber na rua o que é algo altamente e o senhor ia-me dar dois pacotes de açúcar e eu disse que não era necessário e ele disse que eu era mesmo apreciadora de café! E eu novamente observei este comentário e posso eventualmente chegar a conclusão que, para ele ter demonstrado admiração, que as pessoas bebem com açúcar. O que é absurdo. - concluiu ela.
- Hmm.. Nunca tinha pensado nisso. - respondeu ele.
- Claro que não, fazes parte do rebanho ! E até eu por vezes faço. Há coisas inevitáveis.
- Tu realmente não és normal ... - voltou ele a afirmar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Excerto de uma conversa com um senhor já reformado:

- Sabe, eu não gostava de voltar a ser jovem! – Disse com uma expressão séria.

- Não? Porquê? – Perguntou ela inocentemente.

- Porque os jovens têm que trabalhar e não têm cultura. Eu já estou reformado, não preciso trabalhar e tenho cultura. Além disso faço o que quero! - Afirmou com um sorriso (...)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

- Não achas que ela está a ser egoísta? -perguntou ele um pouco enraivecido.
- Egoísta somos todos em todas as acções que praticamos. -respondeu ela serenamente
- Isso não é verdade!
- Acredita que é. Estás sempre a pensar em ti. A isso chama-se egoísmo ou egocentrismo.
- Não é assim. Por exemplo quando fazemos alguma coisa por alguém, um favor ou assim não somos egocêntricos, estamos a pensar naquela pessoa. - retorquiu ele com ar um pouco carrancudo
- Não é bem assim. Numa situação dessas é certo que pensas na outra pessoa mas no fundo estás a pensar em ti. Estás a pensar que deves fazer esse favor, no fundo sentes-te bem ao fazer esse favor. Ou porque a pessoa merece ou porque vais receber algo em troca. Há uma sensação em ti que faz com te apercebas que fazes bem em fazer aquilo pois pode sempre ser bom para ti. Entendes? Não é fácil explicar, é preciso analisar diversas situações e tentar compreendê-las do ponto de vista do eu.
- Ainda não percebi muito bem mas hei-de perceber. Então mas imagina que uma pessoa é obrigada a fazer alguma coisa, ai é diferente.
- Não é diferente, é praticamente a mesma coisa. Tens que fazer aquilo para o teu bem embora sejas obrigado. Se não fizeres poderá haver consequências. Por isso fazes porque não queres ter consequências más.
- Mas então se eu desobedecer já não penso em mim pois vou ter consequências...
- Errado. Mesmo ao ter as consequências pensas em ti porque naquele momento em que decidiste desobedecer soube-te bem interiormente. Estás sempre a pensar no teu bem-estar e nas sensações boas.
- Hmm.. - murmurou muito pensativo
- Pronto, agora já tens muito em que pensar! - disse ela.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

(...)

- No outro dia tive um concerto e só estavam cinco pessoas a assistir, e eram familiares de um colega meu! – disse ele

- E então?

- Tinha mais piada tocar para mais pessoas. – disse ele

- A mim não me afecta a quantidade de pessoas que assistem aos meus concertos, tanto podem estar muitas pessoas como poucas ou apenas uma mosca a voar. Eu toco porque gosto, não me interessa a quantidade de pessoas que me está a escutar naquele momento.

- A sério? – admirou-se

- Yap, acho que um músico não deve tocar mediante a quantidade de pessoas que o ouve mas sim porque gosta e faz bem tocar!

- Mesmo assim... – disse ele não muito convencido.



(...)


-“ Às vezes é difícil ouvir a verdade dos outros, apesar de ser bom os outros terem frontalidade connosco”. – disse ela
- E a verdade o que é?


verdade
s. f.
1. Conformidade da ideia com o objecto!, do dito com o feito, do discurso com a realidade.
2. Qualidade do que é verdadeiro; realidade; exactidão!; coisa certa e verdadeira.
3. Por ext. Sinceridade, boa-fé.
4. Princípio certo; axioma.
5. Bel.-art. Expressão fiel da natureza.

(In http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=verdade)

- Será?

(…)