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domingo, 12 de março de 2017

um ano e três meses

cerca de um ano e três meses passaram desde que estive com ele. mas se me dissessem que tinha passado apenas uma semana não duvidava. cerca de um ano e três meses passaram e estive com ele. como costumava estar todas as semanas. um ano e três meses e ainda sabíamos percorrer o corpo um do outro como antigamente. ele continua a saber dar beijinhos na cabeça no momento certo e a ser fofinho quando quer. um ano e três meses passaram e foi como se nunca estivéssemos estado separados.
e agora seja o que for. ou o que não for.

f u c k . . .

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

das coisas bonitas

mandar-lhe uma mensagem um tanto confusa e desnecessária e ele passado umas horas telefonar-me porque eu não parecia bem.

00:59

- na verdade agora não posso demorar a falar. posso telefonar-te mais tarde?
- sim, tudo bem.
- mas mais tarde se calhar lá para a madrugada, não te incomodo?
- sim, tranquilo. experimenta, se estiver a dormir não atendo, mas se ainda estiver acordada atendo.

domingo, 11 de dezembro de 2016

19:21

sou demasiado fiel a mim própria. continuo a ser impulsiva, a confiar muito no meu sexto sentido. a falar quando provavelmente deveria estar calada. mas sou assim. e ainda não foi desta que aprendi.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

03:47

as pessoas que querem vão atrás, demonstram isso e fazem-se notar. as pessoas interessadas não se preocupam com as horas e não se importam de aparecer à 01h:36m da manhã. não há desculpa do cansaço, do muito trabalho, entre outras coisas. não há desculpas. querem e fazem por acontecer. se há excepções? provavelmente. mas são raras e a regra é esta: as pessoas que querem fazem-se notar.

domingo, 6 de março de 2016

22:06

quando um até breve :) demora mais tempo do que esperavas. quando queres receber uma mensagem que teima em não aparecer. quando não queres ser tu a mandar mensagem porque existe um até breve. quando teimas em criar falsas expectativas. quando tentas adivinhar o que vai na cabeça da outra pessoa. quando pensas que no outro dia se calhar já podes mandar mensagem. enquanto esse dia não chega. quando não tens as coisas controladas e querias. quando no fundo não sabes o que queres mas queres mais. quando.. quando.. fuck..

quarta-feira, 2 de março de 2016

02:25

é um círculo. algo que corre bem, não sabemos o que a outra pessoa sente, queremos mais, não conseguimos decifrar o que a outra pessoa quer/sente, a imaginação começa a fervilhar, expectativas começam iniciar.. sempre o mesmo..

domingo, 28 de fevereiro de 2016

em suma tem sido isto.

dos acasos que se tornam em casos. da imprevisibilidade de cada noite. das músicas que são autênticos guilty pleasure. dos shots triplexs. é vida. e que bem que sabe.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

22:50

- então e tens falado com ele?
- não...
- Não!? então!?
- apaguei o número dele. foi melhor assim. e já não estou com ele há imenso tempo. eu sabia que ia terminar.
- e tens saudades?
- sim. não dele mas do que passei com ele. agora é tudo diferente. a quinta-feira deixou de ser o meu dia preferido e o tão aguardado da semana. deixa saudades claro. sinto falta de dormir e acordar ao lado dele, de sentir a segurança que sentia, o conforto, de tudo.. agora é tudo diferente. mas pronto, foi bom enquanto durou, foi tranquilo mas olha, terminou.. e a vida continua claro. e como já sabia no que me ia meter desde o início, este fim já era algo com que contava. mas claro que custa sempre um bocadinho, acabei por me habituar demasiado a ele.
- claro, é normal.
- é, mas foi uma experiência positiva e que me fez crescer e ganhar até mais confiança. agora pronto, é ir andando. go with the flow..
- qualquer dia já o esqueces de vez!
- pois, o meu problema é que nunca esqueço nada. vou deixando é de sentir falta e vou-me habituando à ideia de ele já não estar presente. mas os momentos, as cenas passadas, essas nunca esqueço. seja com quem for. fizeram parte de mim, aconteceram e contribuíram para o meu desenvolvimento.
- então e se por acaso te voltares a cruzar com ele?
- o ambiente não vai ser estranho, muito provavelmente vamo-nos cumprimentar, falar de coisas triviais e cada um segue o seu caminho.
- achas mesmo?
- claro, uma coisa boa entre nós é que esclarecemos logo tudo de maneira que ficou tudo bem.
- hmm..
- também não posso prever exactamente o que acontece, mas parece-me que o mais provável seja o que disse. no entanto há sempre a remota possibilidade de nos voltarmos a envolver. não faço ideia, tanto eu como ele somos imprevisíveis.

(...)

domingo, 3 de janeiro de 2016

01:08

quando vou ao pátio à noite imagino-o encostado ao muro a fumar ou sentado nos degraus. como outrora esteve várias vezes. é inevitável. as memórias perseguem-me. mas, segundo ele, há mais.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

sobre o encontro inesperado com o moço..

Sabes, foi fixe o que tivemos.. Mesmo bom e fez-me bem..

Há mais, mal de mim se não há..

E depois dizem que as raparigas é que são complicadas! Eu a tentar concluir as cenas e ficar com os sentimentozinhos organizados e, em vez de um ponto final no assunto, ficou um ponto e virgula. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

custa..

.. ele ter ficado na conversa até tarde e ter acabado por dormir na sala em vez de ir ter comigo. custa eu ter saído e ele a dormir. custa ainda mais chegar a casa, ele já não estar mas entretanto reparar que ele foi dormir para a minha cama e a almofada ficou com o seu cheiro. custa ainda mais saber que o que nem começou estar a chegar ao fim.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

02:51

se me perguntarem como começou lembro-me de tudo. apenas não sei datas. mas quase de certeza que foi há cerca de dois meses. saí sozinha para ir ouvir jazz. já saída encontrei um rapaz que conheci de vista. despachada como sou fui falar com ele. a partir daí a minha vida mudou. conheci logo imensas pessoas. nessas pessoas estava ele. não falámos muito, apenas apresentações. até que me intrometi no meio de uma conversa dele com outro rapaz. entretanto voltei a atenção para outras pessoas. mudámos todos de sítio, fomos parar a uma rua manhosa com pessoas manhosas. eu era a única rapariga no meio de malta acabada de conhecer. foi uma aventura. entretanto nessa noite pouco mais falei com ele. passado uns dias voltei a sair de casa novamente sozinha mas sabia que a malta ia estar num sítio. arrisquei e fui mesmo sem saber exactamente a localização. cheguei e ele foi logo a pessoa que conhecia que encontrei. a partir daí estive sempre a conversar com ele. eu já meia alterada confesso. mas acho que foi da maneira que consegui falar fluentemente. estávamos com a malta mas estávamos os dois à parte a falar. até que chegou a hora de ir para casa. tivemos todos boleia de carro. mas eu tive que ir ao colo. e calhei de ir ao colo dele. e senti aquele nervoso miudinho. não queria que a viagem terminasse. sem mais ninguém reparar demos as mãos, ou pelo menos iam juntas. já não me recordo bem. entretanto chegámos ao local comum de todos e ficámos a falar todos juntos durante algum tempo. até que ele diz com uma voz não muito audível que vai a casa pousar o instrumento. pergunta-me se quero ir, é perto diz ele. digo que sim, sempre a sentir aquele nervoso miudinho. desaparecemos sem nada dizer a ninguém, estavam todos a conversar. a partir daí começou tudo. e tudo mudou.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

00:41

da minha parte isso não vai acontecer e se começares a sentir algo diz que paramos.

ok, se isso acontecer eu digo. mas isso não acontece. eu estou bem como estamos, é tranquilo.

e quê? ia dizer a verdade? não vale a pena.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

22:20

andas a enganar-te a ti própria mas no fundo sabes o que querias e ao mesmo tempo não querias. trocas o corpo por outro à procura de algo que sabes que não vais encontrar. não resulta, sentes a falta de..fazes comparações.. estás a habituar-te demasiado a ele sabendo que não podes. a regra continua a ser a mesma: não te apaixones por mim. isto dito logo na segunda ou terceira vez. tudo esclarecido desde o início. disseste logo que não. que isso era impossível, não querias isso. mas no fundo, bem lá no fundo tens medo que isso aconteça. porque aí quem se fode és tu. a verdade é essa, nua e crua. vais deixando andar pois sabe-te bem. mas é uma ilusão que vai furando o teu coração. e sabes que um dia tudo acaba. mas vais deixando andar porque agora sabe bem. e o agora é o que interessa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

enfim enfim..

ontem fui ao fundo. foi assustador, foi estranho, foi um misto de más sensações.

-olha, preciso de um favor teu. preciso que fiques comigo hoje à noite que eu não estou bem.

-mas hoje tenho que fazer um trabalho com o x mas pronto, podes ficar lá em casa (...) vamos já para minha casa, podes deixar lá as tuas coisas para não ires agora a tua casa (...) vens comigo às compras? (...) vou fazer isto para jantar, pode ser? (...) vá, nós vamos continuar a fazer o trabalho mas podes ir dormir, podes ir mesmo assim para debaixo dos lençóis, não há problema (...)

mas no fundo isto não é nada e é cada um por si. no entanto há mais de um mês que este nada acontece.

sábado, 21 de novembro de 2015

...

é que uma cena é quando há a cena física tranquilamente e à vontade. outra cena é quando há ligação mental (?). e esta última, para mim, é a mais complicada. porque corre bem e depois nunca sei o que acontece. e isso assusta-me tanto.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

tenho uma tendência natural para isto.

- Quero-te e ao mesmo tempo não quero.

- Porquê?

- Porque agora quero mas depois vou-te deixar fodida. Sou assim. E acho que gostas mais de mim do que eu de ti.

- Não fico. Não te preocupes.

(...)

Portanto, ainda estou a processar tudo. Mas acho que sim, vou ficar fodida.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

frag(ilidade)mentos

Então e logo queres ir jantar ao sitio xx?
Então e que vais fazer na passagem de ano?
Tens que acordar amanhã a que horas? É melhor eu ficar em tua casa, acordas mais cedo.
(...)